• Eu odeio viver sozinha e preciso estar com você, mas a noite parece tão sombria

  • Cala-te coração sem rumo. Cala-te sociedade sem juízo.. Blog do Grupo de Escritores da UniABC-Anhanguera:

  • . A doçura sempre continuou em seu ser , só um pouco mais apimentada com seu corpo de mulher...

  • Por volta das 22:00 tocou na estação de rápido que estávamos ouvindo a melhor música ...

  • A dona do Blog, " As ideias fluem no vento, no mar e no olhar."

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domingo, 15 de abril de 2012

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O mundo virou um jogo macabro



Eu odeio viver sozinha e preciso estar com você, mas a noite parece tão sombria , há cachorros comendo cachorros, há pestes espalhadas por todos os cantos dessa cidade. Há uma overdose de sentimentos em cada metro cúbico desse lugar.
            Há uma tempestade por vir e eu quero o seu abraço para me proteger, e nesse escuro do meu quarto, apenas com um livro na mão que mal dá pra ler e tragando um cigarro, fico a pensar em como tudo se tornou triste.
            As flores brancas foram mijadas por seres repugnantes, as festas estão completas de pessoas idiotas, fúteis, usufruindo a cocaína. Toda essa loucura me dá medo, não me vejo mais como era antes, não te vejo mais como meu príncipe encantado e o mundo virou um jogo macabro.
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The beatles na Veja, 1964





VEJA, Fevereiro de 1964


Logo na chegada a Nova York, os Beatles deram um show – mas sem seus instrumentos. Na entrevista coletiva no aeroporto, esbanjaram bom humor e ironia e dobraram os repórteres com sua postura despretensiosa



Ironia inglesa: 'Beethoven é muito bom. Especialmente seus poemas', brincou Ringo no saguão do aeroporto Kennedy.
Fotógrafos a postos. Fãs histéricos. Jornalistas à beira de um ataque de nervos. Seguranças perdidos diante de uma multidão ensandecida. Assim foi a primeira entrevista dos Beatles em solo americano, no último dia 7. A banda já é número 1 na América. A coletiva de imprensa, realizada numa sala do Aeroporto John Fitzgerald Kennedy, em Nova York, já pode ser considerada um marco. Na chegada, John, Paul, George e Ringo foram ciceroneados pelo disc jockey Murray the K. O DJ estreitou laços com o grupo na Europa, alguns meses atrás, quando empresariou bandas que dividiam o palco com os próprios Beatles. Numa mistura de ingenuidade, bom humor e franqueza, os quatro garotos de Liverpool driblaram as mais diversas questões com a sempre afiada ironia inglesa.

Repórter: O que vocês acham de Beethoven?

Ringo Starr: Muito bom. Especialmente seus poemas (risos).

Murray the K: Tem uma pergunta aqui na frente.

Repórter: (gritando sobre a multidão) Vocês poderiam dizer a Murray the K para parar com essa frescura?

Beatles: (gritando e rindo ao mesmo tempo) Pare com essa frescura, Murray!

Paul McCartney: E aí, Murray? (risos)

Repórter: Isto é uma pergunta?

Murray the K: (tentando organizar a bagunça) Vocês ficariam quietos, por favor?!

Repórter: Em Detroit, existem pessoas carregando adesivos nos carros com os dizeres "Mandem os Beatles pra casa".

Paul: É verdade! Nós trouxemos um adesivo "Mande Detroit pra casa" (barulho da platéia na sala cresce).

Repórter: O que vocês têm a dizer sobre a campanha "Mandem os Beatles pra casa"?

John Lennon: O que temos a dizer?

Ringo: Qual o tamanho desses adesivos?

Repórter: E os comentários de que vocês não são nada além de uns Elvis do Reino Unido?

John: A pessoa que falou isso deve ser cega.

Ringo:(rebolando igual a Elvis) Isso não é verdade! Isso não é verdade!

John:(imita Elvis dançando) (riso geral)

Fã que invadiu a coletiva: Vocês cantariam alguma coisa, por favor?

Beatles: Não! (risos)

Ringo: Desculpe.

Murray the K: Próxima questão.

Repórter: Existem dúvidas se vocês são mesmo capazes de cantar.

John: Não, queremos o dinheiro primeiro (risos).

Repórter: Todo esse cabelo ajuda vocês na hora de cantar?

John: Claro que sim. Com certeza.

Repórter: Vocês se sentem como Sansões? Se perderem o cabelo, não conseguirão tocar?

John: Não sei.

Paul: Eu também não sei.

Murray the K: Tem uma questão aqui.

Repórter: Quantos de vocês são carecas? Vocês usam peruca?

Ringo: Todos nós somos.

Paul: Eu sou careca.

Repórter: De verdade?

John: Sim.

Paul: Só prometa que não vai contar a ninguém, por favor.

John: Carecas, surdos e burros também (risos).

Murray the K: Silêncio, por favor.

Repórter: Vocês são de verdade?

Paul: Somos sim.

John: Venha até aqui sentir (risos).

Repórter: Vocês irão cortar o cabelo no período em que passarem aqui?

Beatles: Não!

Ringo: Nem a pau.

Paul: Não, obrigado.

George Harrison: Eu cortei o meu ontem (risos).

Ringo: É verdade. Ele não está mentindo.

Paul: É a pura verdade.

Repórter: Pensei que o cabelo dele tinha caído.

John: Nada.

George: Não perdi cabelo nenhum.

Ringo: Você deveria ter visto ele ontem.

Repórter: O que vocês acham que a música de vocês causa nestas pessoas (se referindo às fãs enlouquecidas no hall do aeroporto)?

Ringo: Eu não sei. Acho que ela as deixa alegres. Bom, deve ser isso mesmo, afinal elas estão comprando nossos discos.

Repórter: Por que elas ficam tão excitadas?

Paul: Não sabemos. De verdade.

John: Se soubéssemos, forjaríamos uma outra banda e seríamos seus empresários (risos).
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Pegue o telefone



Se você está tendo problemas com a sua mentalidade de escola secundário , o problema não é meu !
Mas se estiver com problema de satisfação, ligue para mim , eu sei que está com problemas com o coração partido , ela está te traindo com o seu melhor amigo e só de pensar as lágrimas jorram pela sua face .
Pegue o telefone ,eu estou aqui sozinha , me faça uma visita social.
Se você tem uma mulher e quer se livrar dela ,mas não tem coragem , pegue o telefone, deixe-a sozinha.
É hora de tomar uma posição!

sábado, 14 de abril de 2012

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Escuridão sagaz




O dia se faz noite quando o barulho das águas se cessam como se estivessem observando a escuridão sagaz e mortal.
O vendo arrasta tudo que está em seu caminho , apenas ouviu-se o ranger do portão que fora escorado para que ninguém entrasse naquele sepulcro dos mortos .
            O grito de um corvo se faz presente no mio de formas indistintas da névoa sorrateira, na parte mais escura daquele cemitério via-se um túmulo sendo aberto, uma mão esguia com um branco profundo sai de dentro, porem é o único movimento feito pela besta.
 Passam-se oito horas, a alvorada chega, os portões são abertos e poucas pessoas entram no recinto para visitar seus mortos. 
Uma criança se aproxima do túmulo semi aberto, aperta a mão daquele ser e ao sentir um frio percorrer-lhe a espinha, põe a mão para dentro e fecha o túmulo, olha em volta e diz:
 - Bom dia, vovô.

terça-feira, 27 de março de 2012

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Mudanças





Em um lugar muito distante havia uma garota , com olhos azuis como o céu , com bochechas rosadas , tímida e doce . Era um pouco reservada , vivia viajando em seu próprio mundo .


No outono do ano seguinte , era perceptível uma grande diferença na fisionomia da pequena menina, ela cresceu , mas seu rosto estava com um ar de frieza, vestida totalmente de preto, com seu coturno pesado e maquiada com batom vermelho .


Ninguém daquele lugar sabia o por que da drástica transformação, antestímida e sensível e agora fria e com ar de ignorante. Mas ninguém se preocupava em observar seus olhos repletos de lágrimas que apesar da dor mantinha sua atitude intacta , sua personalidade estava mais aflorada do que nunca e isso a fazia diferente das outras . A doçurasempre continuou em seu ser , só um pouco mais apimentada com seu corpo de mulher.

quinta-feira, 22 de março de 2012

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Cala-te - Marília Gabriela



Blog do Grupo de Escritores da UniABC-Anhanguera: Cala-te - Marília Gabriela:





Cala-te coração sem rumo

Cala-te sociedade sem juízo,

E traga a luz para o escuro

Para sairmos do nosso prejuízo.




Vós sois o mal que aflinge a juventude

Vós sois as regras que maltratam a liberdade

Vós sois a falta de virtude, igualdade e atitude.




Chega de repreensão aos pensamentos gloriosos dos jovens,

Chega de incumbir-nos ao autoritarismo.

Deixe-nos soltar a voz, a musica e a poesia,

E pare de cavar a nossa cova

Em suas ideias de anti-democracia.

quarta-feira, 21 de março de 2012

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Uma alma perdida



Eu sou como uma alma perdida que ainda não foi achada , um fantasma no meio da multidão , sem rumo e sem luz. Lá fora tudo parece se quebrar feito um redemoinho que por onde passa apenas deixa estilhaços pelo chão . Meu coração dói e você vaga por lugares desconhecidos sem dar pistas se ainda está a respirar .
 Eu só sei que se foram as promessas , os sussurros, as lagrimas e apenas restou a mim, um vazo vazio , sem cor, sem água, sem flores .