sábado, 14 de abril de 2012

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Escuridão sagaz




O dia se faz noite quando o barulho das águas se cessam como se estivessem observando a escuridão sagaz e mortal.
O vendo arrasta tudo que está em seu caminho , apenas ouviu-se o ranger do portão que fora escorado para que ninguém entrasse naquele sepulcro dos mortos .
            O grito de um corvo se faz presente no mio de formas indistintas da névoa sorrateira, na parte mais escura daquele cemitério via-se um túmulo sendo aberto, uma mão esguia com um branco profundo sai de dentro, porem é o único movimento feito pela besta.
 Passam-se oito horas, a alvorada chega, os portões são abertos e poucas pessoas entram no recinto para visitar seus mortos. 
Uma criança se aproxima do túmulo semi aberto, aperta a mão daquele ser e ao sentir um frio percorrer-lhe a espinha, põe a mão para dentro e fecha o túmulo, olha em volta e diz:
 - Bom dia, vovô.

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